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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ESTAVAMOS NOS PREPARANDO PARA A FESTA


Nessa barraca que aparece em primeiro plano, fizemos a nossa refeição a base de peixe frito. Um peixe de água doce, muito parecido com a sardinha, e de um sabor muito gostoso.

ENTRAMOS PARA UM CAFÉ....


Uma das qualidades do kalungas é a alegria que tem em receber visitas em suas casas.
Fomos convidados para tomar um café, e deparamos com um fogão a lenha, e algumas panelas no fogo, o significava que estavam preparando seu almoço. Essas casas, costumam ser transitórias pois somente são ocupadas em épocas de festas.

NOSSA HISTÓRIA CONTINUA...


Os quilombolas, aprenderam, com a terra. Começaram a observar o melhor tempo para plantar, colher, a reconhecer a boa madeira para fazer embarcações, móveis ou casinhas de pau a pique. -foto -.
A verdade é que na terra e na memória dos descendentes de escravos, existe uma cultura que o país ainda desconhece. E os mais antigos, querem que suas tradições sejam mantidas.

ESTE É UM CENÁRIO NATURAL DA CHAPADA


Quem se acostumou e se ambientou com o sertão goiano, vencendo as dificuldades do caminho e as condições precárias que o ambiente sempre sofreu. Aprendemos a conhecer e admirar a natureza e a utilizar os seus recursos disponíveis para reaprender a vida. Isto se chama kalunga o que na língua banto também significa lugar sagrado, de proteção. É só olhar a foto e perceber.

CONTINUANDO NOSSA HISTÓRIA...


A capela de Vãos das Almas, em dois momentos, em 2006, quando estivemos na festa.

Esta foto já mostra a capela quase totalmente reconstruída, a esquerda da foto, nota-se ainda entulhos da antiga construção. Com a aproximação da festa de Nossa Senhora da Abadia, com certeza a nova capela do povoado estará recebendo suas rezas e a realização dos casamentos da região que também acontece nessas datas- foto abaixo-.

ROTA DA MIGRAÇÃO DOS ESCRAVOS PARA O BRASIL


Temos recebido muitas perguntas sobre qual foi a região migratória da comunidade kalunga. Estudos indicam ter sido através da migração pela Bahia, oriundos do Congo,Gabão,Camarões e Guiné Equatorial. Mas, outros apontam a Gambia, pois a população originalmente formada, ou seja, remanescentes dos escravos que fugiram do cativeiro, chegaram ao norte da região de Goiás. Fala-se que utilizavam a trilha do sal, pois eram refugiados dos trabalhos escravos das salinas, estes seguiam o curso do Rio Paranã e atualmente ocupam a Chapada dos Veadeiros.
Mas ao longo do século XVIII,graças à expansão do bandeirantismo e à catequese jesuíta, estabeleceu-se ampla linha de migração: oriunda do Norte que, via fluvial do Tocantins povoou a porção setentrional de Goiás.
Na primeira metade do século XVIII, ao longo dos caminhos que demandavam a Bahia, mais ao Norte, na bacia do Tocantins, localizaram-se diversos núcleos populacionais entre eles o arraial de Cavalcante.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

UMA CENA DO COTIDIANO DOS QUILOMBOLA


Os quilombolas se utilizam da àgua do rio para tudo, inclusive para higienização de utensílios de cozinha. Uma cena comum no cotidiano kalunga, são mulheres com bacias cheia de utensílios na cabeça e com um equilíbrio fora do comum. caminham a passos largos como se nada de extraordinário estivesse acontecendo...
Realmente magnífico este lugar. Mesmo acostumado a todas as regalias e conforto da cidade grande, muitas vezes somos impelidos a pensar que estamos no paraíso e custa-nos acordar para a realidade. A vontade que se tem é de ficar por lá.....

REENCONTRO DOS GRUPOS EM VÃO DE ALMAS


Na noite de nossa chegada, um grupo desceu de canoa o rio Paranã e se alojou em barracas e casas da comunidade, no local onde se realizará a festa e nos reencontramos para programar o dia.

PRIMEIRO CONTATO DO GRUPO DE ALUNOS COM A COMUNIDADE KALUNGA


Logo que o grupo chegou na comunidade, os alunos já interagiram com o pessoal da comunidade. Depois muitos deles foram voluntários para promover brincadeiras com a criançada kalunga no domingo de festa.

CONTINUANDO....


Depois do café da manhã, partimos para uma caminhada de 4 km através de trilhas, para chegarmos ao local conhecido por Vão das Almas, onde se realiza as festas de Nossa Senhora da Abadia, que se comemora no próximo mês.

CONTINUANDO NOSSA HISTÓRIA.....


Os primeiros sinais de movimento em nosso acampamento. o alunos, professores, o pessoal da merenda, ficaram no prédio da escola - foto - os demais com barracas montadas no pátio.

Realmente é um local mágico, cheio de contrastes. Veja na foto um rancho de construção típica kalunga, com um forno a lenha.

OLHA A POEIRA QUE ENFRENTAMOS E FOI SÓ O INÍCIO


A longa estrada de chão batido, mas com uma camada de terra muito fina sobre a superfície e foi um longo percurso com muita poeira.

Enfim, chegamos a noite, montamos nossas barracas, fomos até o rio - a noite - para o banho, jantamos, conversamos um pouco em volta de uma uma boa fogueira e ai o sono chegou. Mas, olha que maravilhoso dia se desperta, que paisagem magnifica.

CONTINUANDO A NOSSA HISTORIA...


Nesta viajem, contamos pela primeira vez com a companhia de alunos do ensino médio do Colégio Marechal Rondon. Momento do embarque com o caminhão para Vão das Almas. Segundo alguns alunos a oportunidade foi excelente, inesquecível.


Nesta fotografia de cima da ponte podemos reparar a transparência e a beleza das águas do rio Paraná, um ótimo registro. Para sentir essa beleza é só mesmo conhecendo o local.

CONTANDO UM POUCO DE HISTÓRIA...


Depois de uma longa jornada de estrada de Goiânia até Teresina, finalmente avistamos a placa indicativa que estávamos próximo do município.

Paramos para tomar uma água e aguardar o caminhão que nos levaria até a Escola que nos abrigaria – estava na outra margem do rio Paraná – só a uns 45 km a frente em estrada de chão batido subidas íngremes e descidas que se o motorista não tiver experiência poderá provocar sérias conseqüências. Foto da casa a beira do Paraná que nos serviu água e a possibilidade de descansar um pouco na sombra, pois o Sol estava fortíssimo acredito que a uma temperatura de mais de 40º.

terça-feira, 29 de julho de 2008

CHEGANDO EM VÃOS DAS ALMAS


Um magnifico pôr do sol. estávamos chegando nas proximidades do km 280, na ponte sobre o Paranã, e ainda teríamos um trecho de 70 km de estrada e poeira até chegarmos em Vão das Almas.

UM FESTIVAL DE AGUA E GRATIDÃO A NATUREZA


Ameaçado por trilhas, grilagem, loteamentos irregulares e agricultura tradicional perto das cabeceiras, na paradisíaca paisagem das várzeas de buritis da Chapada dos Veadeiros, o rio dos Couros nasce perto de Alto Paraíso e corre a sul dos maciços do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, desaguando depois no Tocantinzinho, no Maranhão e o grande Tocantins, antes da barragem de Serra da Mesa.
Alguns quilômetros a oeste da GO-118, o rio despenca de repente numa ampla cachoeira. Forma ilhas, prainhas e logo depois aparece de repente outra e depois, mais outra, já dentro do canion, tendo um paredão como margem esquerda.
São as Cataratas do Couro, perigosas, principalmente na época das águas, quando estão cheias e as águas podem ser traiçoeiras. Nos meses da seca é mais tranqüilo, mas sempre exige veículos fortes e disposição para caminhar até uma hora, ida e volta. A região deveria ser protegida pela criação de uma APA ou incluída nos limites do Parque Nacional. Nas proximidades há disputa fundiária e ocupações numa fazenda atravessada pelo caminho off - road.

PLANTAS EXÓTICAS COMTEMPLAM O CENÁRIO NATURAL


Uma planta exótica de rara beleza, encontrada na Chapada dos Veadeiros Pepalanto ou Sombreiro, costuma-se ouvir que essa planta é símbolo kalunga pela sua força e resistência.

sábado, 19 de julho de 2008

CACHOEIRA DO POÇO ENCANTADO


Cachoeira, poço e até praia! Em que lugar do mundo vc encontraria? Mas na Chapada dos Veadeiros isso tudo é real e possível. Há uma infra-estrutura no local com boas lanchonetes, ponte pênsil para acesso à cachoeira. A trilha de apenas 200 metros é de fácil acesso. Fica a 52 km de Alto Paraíso, pela GO 118.
Recomendamos que dez dias antes de viajar, é preciso tomar vacina contra malária e febre amarela.

CACHOEIRAS DO RIO MACACÃO


O Rio Macacão quando abandona a Serra Geral do Paranã prepara uma arquitetura natural indescritível com a formação de grandes quedas, Cannyons e piscinas de rara beleza. Chega-se até lá pela mesma trilha que passa pelo Sertão Zen, num caminhada de um dia inteiro ou por outra estrada com jipes ou carros de forte tração. No local vive uma pequena comunidade, com estrutura de alojamento e alimentação para turistas.

UMA POUSADA PARA QUEM AMA A NATUREZA


Quando estávamos a caminho de Vão do Moleque, passamos por uma Pousada, com arquitetura típica kalunga. Com espaço inclusive para acampar. Comida e remédios não podem deixar de levar na bagagem.